segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Segunda-feira feliz!

Querido blog,

Finalmente chegou o dia que muitas vezes duvidei que chegaria: o primeiro dia de trabalho do meu irmão!
Mal consigo acreditar! Parece que a qualquer momento ele vai abrir a porta do quarto e sair desenfreado pela casa com sua costumeira arrogância! #sóquenão
Agora é a hora de ele virar gente, de criar um pouco de maturidade e responsabilidade e encarar os problemas da vida como um homem, e não mais como um menino mimado pendurado na mamãe e no papai. Não sei como será a vida profissional dele, ou como se comportará, torço para que se dê muito bem, mas que tome diariamente doses de humildade. É esperar para ver, mas estou com bastante esperança!

Hoje, por volta de 7h da manhã, quando abri a porta da casa da minha mãe, pude contemplar a paz. Mesmo a casa estando uma grande imundice devido à passagem dele e da minha cunhada porca durante o fim de semana, mas ainda assim me pareceu tudo tão perfeito. Nem vou esquentar a cabeça, deixarei que amanhã a faxineira limpa a sujeira, e eu limpo a minha mente das preocupações com meu irmão, neste aspecto. 

Enfim, tirando esse fato inusitado, que é o motivo pelo qual minha segunda-feira está tão maravilhosamente com cara de sábado de sol, vamos às novidades deste último final de semana....

Para começar, na sexta-feira à noite, sentei-me no chão na hora do banho, e pedi a Deus que me concedesse um final de semana de paz, descanso e tranquilidade. Eu estava com esperança de ter dois dias gostosos e calmos pela frente. Posso dizer que fui parcialmente atendida em minha prece, tirando alguns inconvenientes.

No sábado acordei feliz e saltitante. Eu, meu noivo e a dog estávamos fadados a ficar no nosso apartamento, visto que os malas estavam na casa da minha mãe. Fomos buscar comida na hora do almoço, mas comemos em casa mesmo. Logo após, tiramos aquele merecido e impagável cochilo. Por volta de 4h da tarde, meu noivo ainda estava dormindo, e minha mãe telefonou me chamando para ir na casa da minha tia com a dog. Eu topei, visto que já estava entediada de tanto dormir.

Um detalhe que, no sábado pela manhã, meu noivo disse que nós descansaríamos naquele dia, para no domingo ir ao shopping comer, passear e no cinema, como eu tanto gosto de fazer. Fiquei feliz em saber que iríamos ao shopping em vez de ir na casa da minha sogra, pois eu já estava psicologicamente preparada para essa obrigação.

Quando voltei da casa da minha tia, por volta de 6h da tarde, meu noivo já estava acordado e esparramado no sofá jogando videogame. 
Fui para o quarto ajeitar as coisas e perguntei:
- Você acordou faz tempo?
Ao que ele respondeu tentando parecer o mais casual possível:
- Não, acordei agora a pouquinho com o telefone tocando. Era minha mãe. Aliás, ela avisou que vem amanhã.

Pronto, soco no estômago. Sorte que ele estava na sala e eu no quarto, o que impediu que visse minha cara de pânico quando me deu a notícia.

Perguntei ainda sem sair do quarto:
- Como assim ela disse que vem amanhã?
- Ah, ela quer vir amanhã, ué.
- Vir para fazer o que?
- Não sei, almoçar, essas coisas.
- Ah é? E depois do almoço, você vai ficar fazendo sala para ela e o seu irmão?
- Bom, acho que não, né.
- Porque você sabe que eu não vou. Ela não pode avisar que vem e vir, sem combinar antes, sem ser convidada, sem perguntar se não tínhamos algum plano ou compromisso. As coisas não são assim, você sabe disso.
- Eu sei, mas você sabe como ela é. Mas então, você não quer que eles venham?
- Você sabe que não quero, mas não posso impedir.

E então, se seguiu um silêncio estranho. Fiquei no quarto sentada tentando me acalmar. Sabia que a mulher estava prestes a aprontar alguma, eu estava pressentindo.
Algum tempo depois, meu noivo apareceu na porta do quarto.
- Você prefere que eu convide minha mãe para ir ao shopping com a gente em vez de vir aqui?
Pensei por um momento, e respondi:
- Sim. Prefiro. 
Pensei que desta maneira, apesar de ser um programa duro de engolir, mas o tempo passaria mais rápido do que ter que aguentá-la na minha casa.
Após isso, ele telefonou para ela avisando sobre a mudança de planos.

Naquele começo de noite, fomos caminhar no parque, como temos feito todos os dias. Eu estava fazendo um esforço imenso para conseguir disfarçar minha decepção pela mudança de nossos planos iniciais. Se estivesse combinado de minha sogra e o pivete saírem conosco no domingo desde o começo, talvez eu tivesse conseguido absorver e me conformar melhor, mas para quem estava esperando uma tarde maravilhosa e romântica de domingo, aquilo caiu como uma bomba. Mas achei melhor deixar para lá, e aceitar o fato. Eu estava com mais raiva do jeito que ela se convidou para vir, do que de ter que encará-los. Pois achei uma cara de pau extrema da parte dela. Bom, de qualquer forma, não sei porque ainda me surpreendo.

Meu noivo reclamou que eu estava com uma cara desanimada. Perguntou-me se era em virtude da visita dos chatos no domingo, e eu respondi que sim (pois cansei de mentir para não magoá-lo). Quando ele questionou minha atitude, eu lembrei-o sobre a cara de mau humor constante que ele fica quando é obrigado a fazer algum programa com a minha família, coisa que procuro sempre evitar pois sei que ele não gosta, principalmente quando envolve meu primo, minha cunhada ou meu pai. Diante disto, ele não pode pedir que eu fique com uma cara maravilhosa quando sou obrigada a mudar meus planos para encarar as únicas duas pessoas da família dele que eu não suporto. Consigo ser educada e até mesmo simpática, mas daí a estar feliz e saltitante, são outros quinhentos.

Enfim, na noite de sábado eu já não estava sentindo nem metade da alegria e animação que senti pela manhã. Pelo contrário, quando me deitei na cama, torci secretamente para que o meu cunhado amanhecesse com uma diarreia e não pudesse ir ao shopping no domingo.

Quando a manhã chegou, acordei resignada, nem estava mais de mau humor. Arrumei o quarto, tomei banho, fiz café. Eu estava disposta a fazer o sacrifício de ser legal com os dois malas para agradar meu noivo. 

Tamanha foi minha surpresa quando o telefone tocou, e era minha sogra. Por uma falta de sorte (ou não) eu que atendi. Foi bom, porque pude demonstrar por meio de meu educado tom de voz, que eu não estava me sentindo muito satisfeita.
Minha sogra pediu para falar com meu noivo, e após cinco minutos de conversa ele desligou o telefone e anuncionou:
- Eles não vem mais. Meu irmão está com diarreia.

Querido diário, naquele momento descobri que disfarçar felicidade é mais difícil do que disfarçar tristeza.
Virei a cabeça do lado contrário do meu noivo para beber um gole de café, enquanto tentava morder os lábios para controlar um sorriso.
Sem olhar para ele, eu disse:
- Ah é? Nossa, que coisa!

Parece brincadeira contar isso, parece que estou inventado. Exatamente aquilo que desejei na noite anterior, tinha se tornado realidade.
Desejei aquilo porque não consigo desejar mal de verdade para ninguém, nem mesmo para quem eu detesto, em vez de desejar uma coisa realmente ruim, pensei que uma diarreiazinha não iria matar ninguém, mas impediria que eles viessem. E assim, o "universo" parece ter colaborado comigo.

Ele disse que, no entanto, nós dois ainda iríamos ao shopping. Amei!
Porém, como nossa linda dog estava com cólica devido ao cio, decidimos adiar o programa e ficar com ela durante o dia. Sendo este o motivo de termos ficado em casa, não achei ruim, definitivamente era melhor do que passar uma tarde com a minha sogra e o peste. Imagino que possivelmente no próximo final de semana eles queiram inventar alguma coisa de novo, mas pelo menos já posso me preparar psicologicamente durante a semana para não ser pega de surpresa.

E o domingo acabou sendo bem gostosinho, no final das contas. Bastante descanso, séries, filmes e escapadas da dieta. No final da tarde deixamos a dog na casa da minha mãe e fomos caminhar no parque. Meu noivo já estava bem mais animado e bonzinho.

E assim foram dois dias cheio de altos e baixos, mas no fim, acho que o saldo foi mais positivo do que negativo. 

E agora vou voltar para minhas tarefas domésticas de sempre, com a mente mais calma, e com esperanças de que esta nova etapa seja melhor (em relação ao trabalho do meu irmão), e que pessoas que não me fazem bem possam se manter o mais afastadas possível, como sempre!

Beijos

Um comentário:

Dayane Pereira disse...

Oiee!
Não dou 1 mês pro seu irmão estar fazendo corpo mole reclamando do trabalho. Agora que tem emprego de gente grande ele verá que não é fácil rs
Mas espero mesmo que ele fique firme, nada como ter o dinheiro da gente na mão.
E viu só como tem sido bom falar as coisas pro seu noivo? Sem esconder o que está sentindo apenas pra agradá-lo. que bom que ele tem entendido e na medida do possível, vocês vão se entendendo... Que continue nessa vibe, assim vai que vai!