quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Quando é preciso manter a calma...

Querido blog,
 
Segunda postagem em menos de 24h! Isso significa que tenho alguma coisa muito boa para contar, ou um desabafo para fazer. Desta vez, infelizmente, trata-se de um desabafo.
Gostaria de começar com uma frase muito conhecida: você colhe o que você planta! Ou ainda em outras palavras: cada um é livre para fazer suas escolhas, e escravo de suas consequências.

Não vou ficar enrolando para contar o motivo do meu nervosismo.
Pois é, como estava demorando para acontecer, minha sogra tinha que aprontar alguma. A última dela foi ter sido mandada embora do emprego no primeiro dia de retorno após as férias.

Digamos que, desde o irresponsável divórcio no ano de 2011, essa foi uma das piores coisas que poderiam ter lhe acontecido.
Não que ela ganhasse muito dinheiro com o trabalho de secretária em uma corretora de seguros, mas já ajudava a complementar sua renda, visto que impensada e irresponsavelmente ela abriu mão da sua parte da pensão que o ex-marido deveria lhe dar, com a finalidade de mostrar a ele que consegue se virar sozinha. Ela recebe apenas a parte referente às despesas do pivete, e achou melhor deixar quieto a parte dela.

Diante disto, eu me pergunto: como ela arrumará essa parte que ficará faltando na renda?

Minha sogra, agora vive em um prédio de classe média baixa, com uma vida simples e limitada, terrível se comparada à vida que vivia ao lado do marido na casa gigantesca, com empregada, carro do ano e tudo mais.
Ela escolheu essa vida quase miserável por impulso e falta de senso de realidade. Achou que ficaria rica vendendo produtos de catálogo.
E o meu maior temor é que com esses novos fatos, ela volte a pedir dinheiro desenfreadamente para meu noivo e o outro irmão dele. Minha sogra não percebeu que o padrão de vida dela agora é outro.

Eu estou em pânico, estômago virado e aquela sensação de mal-estar espiritual, que também poderia ser chamada de ansiedade ou preocupação.

Estava tudo tão bem nesse aspecto, ela vivendo as loucuras dela com a pensão do pirralho mais o salário, e de repente tudo desmorona.
E sabe o que é pior? Ela gostou de ser mandada embora, pois disse que agora vai investir no ramo de alimentação, fazendo alguns pratos típicos da culinária japonesa (que aprendeu com a falecida ex-sogra dela) para vender.

Na verdade, ela tem um dom para isso, pois apesar de todos os defeitos, minha sogra é uma excelente cozinheira, acredito que se ela realmente se esforçasse conseguiria se dar bem nesse meio. Mas o problema é que ela desiste de tudo o que começa, pois está sempre cansada e desesperançosa.

Pessoas na idade dela, como minha mãe por exemplo, estão cada dia mais perto de uma aposentadoria, de um descanso merecido da vida profissional para desfrutar da família e lazer. Porém, no caso da minha sogra é exatamente o contrário, desde a loucura do divórcio, ela está tendo que constantemente recomeçar, e toda vez quebrando a cara. Lógico que não é fácil recomeçar com quase sessenta anos. E cada vez que ela quebra a cara fica deprimida e vem chorando para os dois filhos mais velhos.

O coitado do meu noivo fica transtornado quando a louca liga choramingando. Além de todos os problemas que ele tem no decorrer do dia no trabalho, ainda chegar em casa e ter que aguentar uma mãe depressiva, pidona e irresponsável, é muito difícil.
Desde que ela entrou para trabalhar nessa corretora, há pouco mais de um ano, não estava mais chorando e pedindo dinheiro para os filhos, chorava por outros motivos, mas não por falta de dinheiro, mas agora, se tudo voltar a ser como era antes, não demorará para que a maluca ataque novamente.

Minha mãe me disse para não sofrer por antecedência. Sei que ela tem razão de me dar esse conselho, mas quando a história se repete várias vezes, não é difícil prever os próximos capítulos.
Eu teria dó da mãe dele se o marido tivesse se divorciado dela por vontade dele, deixando-a com uma mão na frente e a outra atrás, abandonada no mundo, mas quando ela foi a provocadora de tudo, ela foi louca, irresponsável e não pensou nas consequências de sua ação, neste caso não consigo ter dó, apenas raiva e revolta.

De qualquer forma, agora não tem muito o que fazer. Eu duvido que ela vá procurar outro emprego estável, pois estabilidade é uma palavra que não pertence ao vocabulário dela.
Meu noivo ontem a noite estava arrasado. Deve ter pressentido que a desequilibrada começará a atormentar novamente. Hoje cedo não consegui definir sua postura, mas espero que ele consiga não ficar descontrolado por tabela com o desequilíbrio da mãe, pois ela consegue estraçalhar emocionalmente aqueles que estão a sua volta, como já fez outras vezes.

E quanto a mim, espero que se no domingo nós formos para a cidade da mãe dele, que eu consiga ver com meus próprios olhos como está a situação e quais os planos dela, quais os devaneios.
E claro, não quero perder nenhuma oportunidade de sutilmente dar a entender a ela que se está onde está, a culpa é exclusivamente dela, então não pode esperar que terceiros inocentes resolvam suas insanidades.

Conforme prometi para mim mesma, neste ano de 2014 pretendo ter uma postura mais madura e menos surtada diante das situações da vida, e assim o estou fazendo. Se estou com raiva? Sem dúvidas. Se estou revoltada? Certamente. Mas vou usar mais a cabeça e menos o coração para lutar pelo bem-estar do meu noivo (além do meu próprio) no caso da louca da minha sogra.

É isso.
Beijos

Um comentário:

Dayane Pereira disse...

Nossa, além de já ser uma pessoa completamente folgada, sem emprego então... fazer o que né, espero que ela arrume outra coisa pra fazer, quem sabe dê certo essa ideia de cozinhar. Ela precisa entender que vcs precisam seguir a vida, ou melhor, seu noivo tb precisa entender pra conseguir se "desligar" das loucuras da mãe. Mas se tudo fosse fácil como a gente pensa e planeja, o mundo não teria problemas. Espero que vc consiga ter equilibrio e calma pra lidar com esta situação...