quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Saudade repentina e outras coisinhas

Querido blog,

Retiro o que eu disse antes, sobre estar aproveitando essa semana em que meu noivo está dormindo em outra cidade. Percebi que meus dias ficam bem menos interessantes quando sei que ele não estará em casa no final da tarde. Preciso arrumar coisas para ocupar minha cabeça, principalmente após as 18h.
Sei que será apenas uma semaninha de distância, já estamos na quarta-feira, e na sexta ele estará de volta, mas ainda assim está difícil de passar.

Por um lado esse sentimento é bom, pois mostra o quanto eu o amo, e como a presença dele me faz falta e me é indispensável. Realmente eu não sei como poderia aprender a viver sem ele de novo, espero nunca precisar descobrir.

Normalmente no período em que ele está no trabalho nós nos falamos pouco. Uma mensagenzinha ou outra no WhatsApp, uma foto da dog, uma ligação na hora do almoço para contar alguma fofoca, ou eventuais e-mails se tivermos algo importante para dizer. Mas o fato é que não precisamos ficar de nhénhénhé o tempo inteiro, pois sabemos que nos encontraremos no final da tarde.
Mas, nesses dias que ele não voltará para casa, eu estou ficando completamente paranoica.

Eu sei que parece loucura da minha parte, afinal, em muitas ocasiões fomos obrigados a passar mais de uma semana separados por conta do trabalho dele, mas isso não tem ocorrido por um bom tempo, então acho que desacostumei, e agora estou aqui toda sofrendo pela distância e pelos meus pensamentos alucinados de que talvez ele perceba que é mais feliz longe de mim. Sei que não faz sentido, mas algumas vezes essa insanidade cruza a minha mente.

Agora um outro fato....
Ontem à noite, por volta de 22h, eu estava deitada na cama da minha mãe assistindo uma série com ela, quando meu celular tocou. Pensei que era meu noivo, embora nós tivéssemos acabado de desligar o telefone. Para a minha surpresa, era minha digníssima sogra. Meu estômago virou, pois quando ela liga geralmente tem algum problema.
Atendi educada, como sempre. Me surpreendi ao perceber que ela ligou para desabafar sobre o pirralho. Não sei como e nem porque ela ligaria para mim para falar sobre esse assunto.

Começou a dizer que não sabia mais o que fazer com o menino, que ele era rebelde, que ele não queria estudar, que ele corre risco de repetir de ano na escola (de novo!) por ter sido pego colando na prova de inglês. E que ele odiava inglês, e o que eu achava que ela poderia fazer para que ele começasse a estudar inglês (dar uns tapas, talvez?!?!). E um monte de blá, blá, blá.
Conversei com ela e aconselhei como faria com qualquer outra pessoa que viesse até mim para pedir conselho ou ajuda. Até aí tudo bem, mas após vinte minutos de conversa nós desligamos o telefone, e um enjoo me subiu até a garganta diante do meu pensamento seguinte. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, minha mãe, que estava ali do lado o tempo inteiro, falou exatamente o que eu estava pensando:
- Xiiiii, só falta agora ela ligar para o Daniel para reclamar do menino e querer que ele faça o papel de pai do pirralho novamente.

Bingo, querida mamãe! A mesmíssima coisa passou pela minha cabeça!
Minha sogra não consegue lidar com os problemas do pivete sozinha, e quer dividir a responsabilidade com os outros dois filhos mais velhos, em vez de dividi-la com o pai deles.
Acontece que meu noivo é extremista, ele adora se envolver exageradamente nos problemas do pirralho, morro de medo que ele prometa alguma coisa para o menino em troca de ele fazer o que deve fazer.
Algo como "Se você estudar inglês eu te dou um videogame novo" ou pior "Se você estudar inglês te levo para a Disney.". Todas esses e outros absurdos que eu sei que meu noivo é bem capaz de falar para o mini-imbecil...E o pior, como ele está longe essa semana não consigo nem sequer controlar o celular dele para saber se minhas suspeitas são ou não infundadas.

Sei que posso estar sofrendo por nada, que posso estar criando uma cenário insensato e paranoico na minha mente, mas não consigo não pensar essas coisas devido ao histórico que precede.

Na semana em que minha tia-avó foi fazer o cateterismo, ela, minha mãe, meu noivo e eu fomos ao Santuário Maria Desatadora dos Nós, em Campinas. Não costumo frequentar missas, prefiro mesmo ir ao Centro Espírita, mas estava tão apavorada com o procedimento que minha tia iria realizar, que achei que a igreja fosse um bom lugar para colocar minha fé em prática.
Gostei muito da atmosfera que senti lá, rezei e chorei muito naquela ocasião, e me fez um bem danado. Ontem à noite eu estava no telefone com a minha tia-avó, e ela (que sabe dos meus dramas com minha sogra e cunhado) sugeriu que fôssemos lá novamente, para além de agradecer pela graça alcançada em relação à sua saúde, eu ainda poderia orar para que esse "nó" que existe na minha vida em relação à mãe e ao irmão do meu noivo, fosse desfeito.

Só desejo que aqueles dois sejam felizes, que encontrem o caminho deles, mas que nos deixem em paz. Que a mãe dele pare de uma vez por todas de reclamar para meu noivo, que o deixe de fora dos problemas dela, principalmente dos problemas do pirralho que não tem nada a ver com ele.
Não é pedir muito, não quero ser uma pessoa ruim, apenas quero poder deitar minha cabeça no travesseiro a noite sem medo de que no dia seguinte eles aprontem alguma coisa.

Haja paciência, viu!!!
E no mais, só quero que meu noivo volte logo, estou com muitas saudades do meu resmungão querido!!!
Sexta-feira chega logo, pleaseeeeeee!
Beijos

Um comentário:

Mariana D. S. Borelli disse...

Querida Clarinha: Acho que vc está absolutamente certa em não querer que os problemas da vida de sua sogra e cunhado recaiam sobre você e seu noivo. Poxa, vocês já tem a vida de vocês, suas lutas, casa pra cuidar, um ao outro pra se preocupar.. Por que diabos ainda terão que quebrar a cabeça com problemas alheios?

Sua sogra está errada em esperar que seu noivo faça papel de pai do irmãozinho, foi o mesmo que minha sogra esperou do Henrique com relação a minha cunhada Vitória. E isso não foi nada saudável. Sua sogra tem que assumir a posição de mae-pai, já que não quer procurar o pai do garoto. Tem tantas mae-pai pelo brasil…
A minha mesmo foi uma, e digo que a criança cresce saudável e aprendendo do mesmo jeito.
Se o muleque não está estudando, significa que ele é um rebelde mal-criado e está fazendo de propósito. E o que cura isso é chineladas, rsrs.

Converse com seu noivo quando ele voltar, e peça pra ele apresentar este ponto de vista pra mãe dele. ;)
Bj, e fica com deus. E calma, logo logo a sexta-feira chega 