segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E começa Fevereiro...

Querido blog,

E começa Fevereiro...Muito calor e céu azul!
Vamos ao resumo destes últimos dias.

Na sexta-feira, dia 31 de Janeiro, recebi como despedida de mês, um "presente de grego" do meu noivo. Um chilique horrível e sem um motivo, que ele teve.
Fomos caminhar no parque por volta de 20h da noite, chegamos em casa por volta de 21:30h, e enquanto eu guardava tranquilamente os mantimentos que havia comprado no supermercado mais cedo naquele dia, meu noivo parou na porta da cozinha e ficou me olhando com uma cara estranha.
- O que foi? - perguntei um pouco ansiosa e com medo que ele dissesse algo a ver com os temores da minha vida, que são minha sogra e meu cunhado.

Mas, desta vez, a resposta me surpreendeu. Ele desembestou a falar:
- Olha, temos que ir embora daqui, não dá mais para aguentar isso. Ok?
- Ir embora de onde? E aguentar o que? - eu realmente não fazia ideia do que ele estava falando
- Do Brasil, oras! Aqui só tem violência, gente feia, gente ignorante, sou obrigado a trabalhar 12 horas por dia para ter um salário razoável, e ainda assim o governo fica com uma fatia gigante do que eu suei para ganhar. Temos que pagar por boas escolas, plano de saúde, precisamos nos trancar em apartamentos para ter o mínimo de segurança, ao invés de ter uma casa normal. Tudo por causa dos bandidos e da corrupção. Eu não aguento mais, não suporto mais. Quero dar uma vida melhor para nossos futuros filhos. Ninguém merece esse país, ninguém merece esse povo. Vou pedir para o meu diretor me transferir para uma filial da empresa no Canadá.

Isso foi um micro resumo de coisas que ele ficou falando sem parar até 2h da madrugada. 
Estava completamente surtado e com complexo de vítima. E por mais que eu tentasse mostrar a ele que apesar de tudo, estamos na parcela privilegiada da população brasileira, nada disso parecia adiantar, pois ele estava fora de si.
Não demorou muito para que eu começasse a chorar com os gritos e coisas terríveis que ele estava dizendo, principalmente quando percebeu que eu não gostaria de sair do país para não abandonar minha mãe.
Foi um bafafá daqueles. E por volta das 2h da madrugada ele finalmente parou de gritar e dormiu. Eu me arrastei até o banheiro e tomei um banho rápido, apenas para tentar me sentir melhor. Coisa que não adiantou muito. E então, deitei e dormi como uma pedra, mesmo porque meus olhos estavam cansados de tanto chorar.

No sábado acordamos as 8h. Eu me olhei no espelho e meus olhos estavam tão inchados por causa do choro, que mal conseguia abri-los. Eu estava um horror.
Não falei com meu noivo. E as 9h da manhã ele saiu de casa para ir cortar o cabelo.
Liguei imediatamente para minha mãe a fim de desabafar. Chorei, desabafei, e foi ótimo. Ela me acalmou, e disse que ele precisa de tratamento psicológico, psiquiátrico e espiritual. De fato.

Minha mãe precisou desligar o telefone, pois o maldito do meu irmão estava gritando feito louco para ela que queria tomar café (afinal, o bebê só tem 24 anos, não sabe fazer o próprio café).
Assim que desliguei com minha mãe, logo meu noivo voltou para casa.
Ousei perguntar se ele estava melhor, ao que ele respondeu:
- Da crise de ansiedade estou melhor sim, mas ainda penso tudo aquilo que te falei ontem.

Achei por bem deixar quieto, novamente.
Enquanto eu estava ajeitando as coisas na sala, ele apareceu. E disse:
- Quer ir no shopping?
Me assustei com o convite, dadas as circunstâncias. Ele sabe que eu amo shopping, e sem sombra de dúvidas estava fazendo um esforço para me agradar. E por mais sem vontade de nada que eu estivesse, além de ficar jogada na minha cama abraçada na minha dog, falei:
- Bom, se você também estiver afim, podemos ir.

E então, tomamos banho, nos arrumamos e partimos para o shopping uma hora depois. Fizemos uma parada na casa da minha mãe para deixar a dog, mas meu noivo nem entrou, ficou esperando do lado de fora da garagem, sem nem descer do carro. Achei melhor assim.
O idiota do meu irmão (que anda um super idiota) tinha ido na academia, e a retardada da minha cunhada só chegaria na hora do almoço, e por isso pude dar um abraço na minha mãe e conversar mais dois minutos com ela.

Ao pegarmos a estrada, parecia que o clima estava bem melhor, quase como se nada tivesse acontecido na noite anterior. Eu também não toquei mais no assunto.
Assim que chegamos ao shopping, fomos direto para o Outback almoçar. Enquanto aguardávamos na mesa, meu noivo disse:
- Você está vendo? Olha em volta. Isso sim é ambiente! Pessoas bonitas, educadas e uma falsa segurança. Precisamos vir nesses lugares caros e restritos para termos paz, porque ao sair na rua só vemos manos, pichações e paisagens detonadas pela ignorância do povo. Não dá. Por isso que temos que ir embora logo daqui, você sabe que lá fora as coisas são bem melhores, você já viu, eu já vi, e então temos a certeza que viver nesse país é deprimente.

Apesar de perceber que meu noivo estava sendo extremamente dramático, concordei, e disse que se o chefe dele arrumasse a vaga que ele tanto diz que quer, eu me mudaria com ele para qualquer lugar do mundo. E depois de ouvir isso, ele parece ter se acalmado, e pudemos fazer nossa refeição em paz.
Conhecendo a peça, sei que é tudo fogo de palha.

Saindo do restaurante, fomos direto para o cinema, e assistimos "Frozen". Amei, achei lindo e me lembrou a minha infância. Meu noivo gostou mais ou menos, disse que preferia se o herói fosse homem e não uma heroína. Machista até dizer chega. Mas nem me importei. =P

Após o cinema, fomos comprar umas roupinhas, e em seguida aquela parada básica na Saraiva. Por volta de 17h da tarde já pegamos a estrada para voltar para casa. Eu estava feliz.

Buscamos a dog na casa da minha mãe e seguimos para nosso apartamento. Uma vez lá, dormimos, assistimos série, lemos, demos risada. Acabou sendo um ótimo sábado. Eu não apostaria nisso na sexta-feira a noite.

O domingo foi super tranquilo. Pela manhã levamos a dog na veterinária, pois achamos que ela estava com uma alergia. Por sorte, não era nada demais, a médica apenas trocou o shampoo dela por Johnson's Baby. Oun, que bonitinha minha peludinha vai ficar cheirando a bebê!

Fiz almoço para nós. Strogonoff de carne, nosso prato favorito. \o/
Comemos igual loucos. Estava muito bom. Acho que meu noivo esqueceu um pouco do regime! Mas para sobremesa trocou o sorvete de chocolate por gelatina de morango. Ok, azar o dele...
A coitada da minha mãe teve que levar os dois retardados para almoçar fora, mesmo ela não estando muito boa do estômago. Meu irmão é ridículo. Mas tudo bem, não vou sofrer por conta disso, cada um com a sua sina. A hora que minha mãe se cansar de ser explorada, quem sabe começa a bater o pé e mudar isso.

E enfim, o domingo foi de paz também.
Os programas variaram novamente entre filmes, séries, livros e cochilos. Perfeito!

E esta segunda-feira amanheceu tranquila. Estou bem atarefada essa semana, pois minha mãe vai reformar parte da casa dela, e preciso limpar meus armários e a cômoda. Não sei onde vou enfiar tanta coisa!
No começo eu estava contra a reforma, pois não gosto de estranhos andando pela casa, mas acabei concordando porque nós não mexemos aqui desde que meu pai saiu de casa, há quase quinze anos. Será bom mudar um pouco os ares.

Hoje cedinho, por volta de 7h da manhã, antes de me deixar na casa da minha mãe, meu noivo parou no posto para abastecer o carro. Enquanto esperávamos, o celular dele tocou. Adivinha quem era? Minha sogra maluca, é claro. Eu estava achando muito ela ter nos deixado em paz no final de semana, desconfio que isso se deu em virtude de meu noivo ter contado a ela que eu ainda estou irritada com as besteiras que ela me disse naquele fatídico domingo.

A velha deve ter imaginado que naquela hora da manhã meu noivo já estaria sozinho, e por isso telefonou. Ele disse a ela que estava abastecendo o carro e que depois retornaria a ligação. Óbvio que não quis conversar na minha frente. Quando ele chegar a noite, pegarei o celular dele escondido para ver o tempo de duração da ligação e com isso poder calcular se houve algum estrago. Ai, como eu odeio ela!
Mas tudo bem, não vou sofrer por causa disso. Não mais! Agora é passo a passo, um dia de cada vez!

E assim começa a primeira semana de Fevereiro...Que possa ser um mês abençoado!

Beijos

2 comentários:

Dayane Pereira disse...

É mta pretensão querer te arrastar pra longe da sua mãe, sabendo de sua ligação com ela. Agora, vendo por outro lado, que maravilha seria ficar longe da sogra hein.
Eu adoro morar em SP, embora ache absurdo o fato de que aqui, ou se é mtooo rico, ou se é mtooo pobre, classe média é aquela bem operária mesmo, que trabalha mto pra pagar impostos altíssimos... mas ainda assim não podemos reclamar, a maior parte da população vive em pobreza absoluta.
Sendo assim, eu adoraria morar fora, não tenho apego com minha família, então se rolasse pra mim seria perfeito <3 (falar é mais fácil do que realizar mesmo).
Então espero que seu mês de fevereiro seja mesmo abençoado e só traga coisas boas!

Mariana D. S. Borelli disse...

É, sabe de uma coisa, querida? Devo concordar com seu noivo. Quer dizer, ele tem toda a razão quando diz que só vemos marginais, pichações estragando a paisagem e sujeira nas ruas. Infelizmente, é assim mesmo. Ele não disse nenhuma besteira. No teu lugar, consideraria a ideia. Henrique e eu tivemos o mesmo desejo, mas somos impossibilitados de mudar para o exterior devido a falta do dinheiro pra morar até aqui mesmo no brasil :/
E sua mae, quando aposentar, poderia ir com vocês, por que não? Eu levaria a minha. E outra, se levasse ela, poderia tirá-la de vez das correntes que a obrigam a sustentar teu irmão. Ele se veria na obrigação de finalmente assumir a vida de adulto. Sua mae e o dinheiro dela teriam folga e você também se veria satisfeita que eu sei.
Mas entrega nas mãos de deus, ele sabe o melhor, sempre.
Se me pedisse um conselho, diria para orar muito pedindo orientação. Deus sempre dá. Falo por experiência própria.
Bj Clara