quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aprendendo a ser feliz com a minha realidade

Querido blog,

Venho escrever este texto às 06:30h da manhã, pois me parece ser o único horário livre e silencioso o suficiente para que eu possa fazer meus desabafos, embora eu só vá reler e publicar mais tarde. Meu noivo acabou de me deixar na casa da minha mãe, e ela ainda não acordou, então, vou tentar resumir os fatos que ocorreram na minha vida desde a minha última postagem.

Pois bem, esta semana tivemos dois feriados, sendo um no dia 15, que caiu na sexta-feira, e outro no dia 20, que caiu na quarta-feira. Ambos muito bem vindos!
O feriado prolongado do dia 15 foi excelente! Descansamos muito, não fizemos nada demais, não houve nenhum tipo de briga, e graaaaaaças a Deus não precisei encarar minha sogra e nem meu cunhado em nenhum dos dias. Assisti um milhão de séries e alguns filmes. Programa nerd, porém feliz!

Falando naquelas duas pessoas que irritam minha vida, fiz uma descoberta interessante. Na sexta-feira do feriado, minha sogra começou a ligar feito louca no celular do meu noivo. Como este sempre está no silencioso, ele não viu. Então, ela ligou no meu, que também não ouvi por estar no vibra dentro da bolsa. No final da tarde, meu noivo viu as chamadas perdidas e retornou a ligação. Tamanha foi a surpresa quando minha sogra contou-lhe que o motivo dos telefonemas era para desabafar, pois o pirralho havia ido para a praia com o pai, e ela estava muito triste, solitária e chorando.

Claro que o real motivo deveria ser que ela gostaria de estar na praia com os dois, mas pela escolha irresponsável dela de se divorciar, essa situação não era mais possível. Certeza que chorou de arrependimento. Enfim, meu noivo desligou o telefone aparentemente sem se sentir abalado pelos choromingos da mãe. Algumas horas mais tarde, o irmão do meio do meu noivo, mandou uma mensagem no celular dele, pedindo para que no domingo nós dois fôssemos almoçar com a minha sogra, pois ela estava muito deprimida e carente.
Meu noivo simplesmente me disse, após ler a mensagem:
- Ah, mas de jeito nenhum que eu vou perder meu domingo na estrada somente para almoçar com a minha mãe.
E não tocou mais no assunto da mãe durante o resto do feriado.

Obviamente gostei disso, e cheguei a uma conclusão muito clara.
Concluí que na verdade meu noivo se importa mesmo é com o pirralho insuportável, que quando se trata apenas da minha sogra ele consegue ter mais sangue frio.
Digo isso, pois em minha mente revivi as dezenas de situações em que estávamos cansados, cheios de compromisso, e bastou minha sogra ligar dizendo que o peste queria a presença do meu noivo para que ele saísse correndo para agradá-lo, não importando qual fosse seu estado de canseira.

Por um lado gostei desta minha descoberta, pois o pivete vai crescer um dia. Em no máximo cinco anos ele será um adulto que não se importará mais com esse nhénhénhé. E a partir disso, minha sogra vai perder a maior "arma" que ela tem para conseguir as coisas do meu noivo.
Na verdade, por mais que minha sogra me irrite em níveis preocupantes, eu detesto mesmo é o pirralho, então, acredito que se eu tiver que encará-la sozinha não será tão doloroso (e pelo andar da carruagem, nem tão frequente). Enfim, apesar dos pesares, foi uma boa coisa esta que aconteceu.

Agora outro fato que eu gostaria de relatar.
Na terça-feira minha mãe me convenceu a fazer uma visita para a terapeuta dela. Como a mulher me conhece há anos, não perdi tempo com enrolações, e logo contei todas as situações que me incomodam com tanta frequência (incluindo meu jeito de ser focada no futuro sem conseguir aproveitar o presente).
Ela me deu vários conselhos interessantes, e estou me esforçando bastante para segui-los. Não é fácil mudar o turbilhão que vive dentro de nós de uma hora para outra, mas subindo um degrau de cada vez acho que serei capaz de obter sucesso nesses sentidos.

Ontem, no feriado do dia 20, passei um dia tranquilo. Eu e meu noivo ficamos na casa da minha mãe, ele precisou trabalhar, mas fez home office. Eu fiz almoço, e à tarde assisti séries. Meu noivo se juntou a mim quando concluiu o trabalho, e fizemos uma maratona de The Walking Dead e The Middle. Muito bom!
À noite meu noivo estava mega estressado por causa do trabalho, e quando chegamos em casa ele tentou me provocar de todas as formas possíveis, mas segui a orientação da terapeuta e não permiti que o meu monstro interno saísse para brigar com o monstro dele, e com isso evitei muita discussão, e algum tempo depois ele já estava arrependido e todo atencioso. Adorei!
.
E agora estou aqui, nesta quinta-feira com cara de segunda...hehehe!
Muitos afazeres para cumprir, mas estou bem!
Outra hora eu volto com mais alguma novidade.
Beijos
:)

Um comentário:

Dayane Pereira disse...

Olá Clara!
Eu acredito (hoje eu acredito) que quando a gente para de reclamar e começa a aceitar melhor as coisas e também tentar mudar aquilo que já não nos agrada, é natural que as coisas comecem a mudar pra melhor.
Se a terapia te ajuda neste sentido, então ótimo, continue. O importante é você sentir a melhora interna, real.
Até a próxima!