Querido blog,
Quando escrevi aqui, na segunda-feira passada, eu estava com expectativas de que teria pela frente dias tranquilos e até mesmo animadores, visto que era a semana do meu aniversário.
Como a vida é mesmo imprevisível, me preparou algumas surpresas e provações, sendo a maioria delas pouco agradáveis. Vou contar como passei estes últimos sete dias....
Naquela mesma segunda-feira, logo após a minha postagem, descobri que minha linda cachorrinha estava passando mal. Uma diarreia terrível com fezes de sangue. Fiquei desesperada. Imediatamente larguei tudo, todos os afazeres e compromissos, e levei a pequena ao veterinário. A veterinária dela só iria atender no período da tarde, e como eu estava com pressa, fiz a besteira (que até então eu não sabia que era besteira) de levá-la em uma outra clínica. Essa clínica é super famosa aqui na cidade, levei por indicação de vários colegas. Uma das minhas colegas disse que todos os veterinários que trabalhavam lá, eram excelentes, com exceção de um dr. X, e que era para eu torcer para não ser atendida por ele. Eu aguardava na sala de espera com minha princesa deitada no meu colo se sentindo super mal, e logo secretária mandou-me entrar no consultório. E adivinha quem era o veterinário de plantão? Sim, dr. X.
Desacreditei...Mas não havia muito o que se fazer. Passei em consulta, ele deu uma injeçãozinha mixuruca para tirar a dor e receitou uns remédinhos "fitoterápicos". Depois de deixar 150 reais na clínica por um péssimo atendimento, fui embora com a minha dog com esperanças de melhora.
Ela passou mal durante o dia todo, mas o doutor fulano havia dito que seria normal, e eu tonta, acreditei.
À noite as coisas pioraram, ela piorou muito, chorava muito. Meu noivo e eu passamos a madrugada de segunda para terça totalmente em claro, segurando a bolotinha no colo para acalmá-la. Quando o dia amanheceu, corri para a veterinária que cuida dela desde bebê, e finalmente as coisas começaram a melhorar. Para resumir, ela está em tratamento até hoje, na semana passada tomou soro, antibiótico e diversas injeções todos os dias, e nesta segunda-feira no final da tarde eu a levarei novamente na veterinária para quem sabe ela ter alta. Foi uma semana muito difícil para minha nenénzinha, mas graças a Deus, ela está bem melhor, voltou a se alimentar e acho que daqui alguns dias estará nova em folha. Assim espero!!!
Bom, continuando a semana....Enquanto esse caso da cachorrinha corria paralelamente, eu tinha várias outras coisas para resolver. Já que segunda e terça foram inteiramente dedicadas a cuidar da pequena, achei que na quarta (dia do meu aniversário) eu teria um pouco de sossego.
Digamos que o dia amanheceu bem. Minha mãe estava em casa, pegou folga no trabalho para me fazer companhia. Também estávamos com uma faxineira nova, parece ser gente boa. As coisas iam bem. As pessoas mais queridas me desejavam os parabéns. Tudo nos conformes. Na hora do almoço recebi a visita inusitada do meu pai, que veio para me dar um presente tão inusitado quanto. Tamanha foi a minha surpresa ao abrir a caixa e me deparar com um relógio lindo, e que depois fui fuçar na internet e descobri que custava em torno de 2 mil reais. Fiquei chocada (e feliz) com a atitude dele. Meu pai anda dizendo por aí que está tentando mudar, ser uma pessoa melhor. Tem coisas que eu só acredito vendo, mas, o esforço dele já está valendo a pena. Mas não vou me iludir.
Minha mãe comprou um bolo para mim, e após levarmos a dog na veterinária para tomar suas injeçõezinhas do dia, ficamos esperando meu noivo para jantar e comer o bolo.
Ele estava demorando mais do que o normal, já passavam de 19h da noite e nem sinal de vida. Achei estranho, mas resolvi aguardar pacientemente, afinal, minha versão 2.7 pretendia entre outras coisas, exercitar mais o dom da paciência.
Por volta de 19:30h da noite veio a má notícia, meu noivo me ligou para avisar que a avózinha dele havia falecido.
Não me conformei. Fiquei muito, mas muito triste mesmo. Eu gostava demais da avó dele, e embora ela estivesse doente e sofrendo bastante com hemodiálise, ainda assim não é bom ver as pessoas boas partirem.
Quando meu noivo chegou em casa estava bem chateado, mas tentou disfarçar por ser dia do meu aniversário. Mas, obviamente, as comemorações daquele dia já estavam arruinadas pela notícia infeliz. O pai dele telefonou informando que o velório começaria às 10h da manhã de quinta-feira em um cemitério da capital.
Na hora já me toquei que minha sogra intrometida iria querer fazer parte do "show" mesmo sabendo que a família inteira do meu sogro não gostava dela. Mesmo sabendo que a própria senhora que faleceu não gostava dela. Mas, como era previsto, ela ligou para meu noivo avisando que logo cedo viria para minha cidade e deixaria o carro aqui, para seguir para a capital conosco. Não perguntou se podia, ou se não teria problema, apenas informou que faria, isso me irrita demais. Fiquei muito puta da vida, mas não pude falar nada, é claro. Meu noivo não gostou da idéia também, mas ficou quieto, como sempre ele fala amém para a mãe.
Como eu estava prevendo que iria passar nervoso tendo que assistir ao show da minha sogra na quinta-feira, pedi para o meu pai se ele poderia me arrumar um vidrinho de clonazepam (vulgo Rivotril). Meu pai toma esse tranquilizante de monte, e eu tomei um tempo após a morte da minha avózinha, em 2006. Lembro-me de ter sido muito eficaz na época, e o melhor de tudo que não precisa ser de uso contínuo, dá para tomar quando você se depara com uma situação estressante ou de extrema ansiedade. Como é remédio controlado, precisa de receita para comprar, mas, como eu sabia que meu pai guarda em estoque, resolvi tentar a sorte e pedir um. Ele me arrumou um vidrinho que estava mais ou menos na metade, e prontamente enfiei na minha bolsa e o levei comigo para a capital. Pretendia tomá-lo apenas em caso de emergência.
Na quinta-feira de manhã minha sogra e meu cunhado se apresentaram para seguirmos rumo à capital. Rolou o primeiro estresse entre meu noivo e minha sogra antes mesmo de pegarmos a estrada. Ela é muito chata. Meu cunhado também é um mala, mas desta vez ela parecia estar pior do que ele.
Chegamos no velório, meu sogro não ficou satisfeito em ver minha sogra. A família toda dele também não. Eu gosto muito da família paterna do meu noivo, sinto por eles um carinho verdadeiro, e percebo que eles sentem o mesmo por mim. Entristeceu-me muito ver a avózinha deitada naquele caixão, eu realmente gostava dela. Meu noivo também estava chateado, mas como é durão, não derramou uma lágrima. Minha sogra, em compensação, se debulhou aos pés do caixão. Previsível.
O enterro foi às 15h. Minha sogra fez questão de ficar até o final, como se ela ainda fosse da família participou ativamente de todas as etapas da despedida.
Quando saímos do cemitério, todos estavam com fome, incluindo eu e meu noivo.
Minha sogra logo sugeriu que fôssemos ao shopping (igualmente previsível).
Por mais irritada que eu tenha ficado, e por mais que eu odeie fazer qualquer tipo de programa com ela e o menino, pensei que já que estava na chuva, era melhor mesmo se molhar. Melhor já arrancar logo o band-aid, levá-los logo no shopping, evitando assim que minha sogra sugerisse que no final de semana que vem (que será dia das crianças) meu noivo levasse o pirralho em algum programa de índio.
Durante todo o dia, eu e meu noivo demos várias indiretas na minha sogra, dando a entender que nós não gostamos de sair de casa, que não gostamos de programas com outras pessoas além de nós mesmos, e que não gostamos de receber visitas em casa. Ela entendeu as indiretas com certeza, mas agora não sei se vai preferir ignorá-las ou não.
Pois bem, em um determinado momento durante a visita ao shopping, precisei fazer uso do meu precioso e secreto clonazepam. Não deu para aguentar. Minha sogra parecia ter se esquecido que acabara de sair de um velório, e estava se divertindo no shopping. Como pode?
Eu consegui disfarçar totalmente, deixar minhas indignações guardadas bem lá no fundo (para compartilhá-las mais tarde com minha mãe e minha tia). Consegui dar risadinha, consegui agir normalmente. Lógico que isso tudo com a intenção de agradar o meu noivo, e não minha sogra e cunhado.
Quando chegamos na praça de alimentação do shopping e meu noivo perguntou "Onde vocês querem almoçar?", minha sogra perguntou "Você que vai pagar?" e ele respondeu "Vou sim." e então ela disse "Ah, neste caso quero comer no restaurante mais caro e pedir o prato mais caro."
Sim, foi nesta hora que disfarçadamente tirei meu frasco da bolsa e tomei as gotinhas milagrosas para não surtar, para conseguir fazer cara de paisagem. Foi muito, mas muito difícil camuflar a irritação.
Depois do almoço (meu estômago virado, é claro), a louca quis ir no Starbucks e pedir o café mais caro. E o pior, não gostou e deixou em cima da mesa inteirinho. Quase infartei, sorte que meu amigo "Rivo" estava me ajudando a segurar a onda.
Após horas e horas intermináveis tendo que aguentar minha sogra e meu cunhado, finalmente meu noivo decidiu vir embora. Eu estava de consciência limpa, pois, embora por dentro estivesse agoniada, por fora estava agindo como a pessoa mais agradável do mundo.
Chegamos na casa da minha mãe para ela pegar o carro e voltar para a cidade dela por volta de 20h da noite. Nem preciso dizer que a canseira tomava conta de todos. Minha sogra começou a choromingar dizendo que não tinha dinheiro, que estava cansada de viver apertada, que antes a vida dela com o pai do meu noivo era luxuosa e despreocupada, e que agora ela tinha que se matar de trabalhar para ganhar pouco e blá blá blá. Nossa, vontade de falar umas verdades para ela. Mas, para minha sorte, meu noivo não ficou quieto e disse "Você escolheu isso, você quis se separar do meu pai, agora aguente as consequências."
Depois dessa cortada, minha sogra finalmente foi embora. Chorando, é claro, afinal, show e drama é com ela mesma. Acho que meu noivo, assim como eu, estava de saco cheio, e não sentiu o mínimo remorso de ter falado umas verdades para a mãe. Mais tarde, ele admitiu para a minha mãe que não consegue suportar mais do que um dia ao lado da mãe dele. Excelente.
Naquela noite, dormimos feito pedra, tamanha a canseira que sentíamos. E a sexta-feira amanheceu um pouco mais promissora.
Passei um dia super atarefado com os afazeres que se acumularam nestes dias corridos, mas foi bom, definitivamente melhor do que a quinta-feira.
No sábado acordei tarde, 10:30h, coisa que não fazia há bastante tempo. Levamos a dog na veterinária, e ela nos assegurou que provavelmente na segunda-feira (hoje) a baixinha já terá alta.
Após isto, eu e meu noivo saímos para comprar as coisas para a festinha de aniversário da nossa peludinha, que completou três anos no domingo. Compramos bolo, docinhos, bexigas, pratinhos, garfinhos, copinhos e guardanapinhos, tudo cor-de-rosa. Oun, vendo a empolgação do meu noivo para montar a festinha, deu uma vontade grande de ter um bebê. Mas terei tempo para isso mais tarde.
Após organizar as coisas para a festinha na casa da minha mãe (que seria apenas no domingo), eu e meu noivo fomos para casa a fim de nos arrumarmos para o casamento de uma amiga minha da faculdade que seria as 19h da noite na cidade vizinha.
Para resumir esta parte, fomos ao casamento, foi ótimo, revi meus amigos, fiz uma social e por volta de meia-noite saímos de fininho.
No domingo acordei ainda mais tarde do que no sábado, às 11:30h da manhã. Que delícia!
Almoçamos no McDonald's (para variar) e em seguida seguimos para a casa da minha mãe.
A festinha da dog estava marcada para as 14h da tarde, e os convidados eram apenas minha mãe, meu noivo, eu, minha tia-avó, meu irmão e minha cunhada. Com exceção da minha cunhada, as outras cinco pessoas são as únicas no mundo que minha dog não morde. simpática e sociável igual a mãe
Foi muito gostosinho. Logo após comer o bolo meu irmão e cunhada foram embora, e minha tia ficou aqui até o começo da noite. Eu e meu noivo a levamos embora e depois voltamos para casa, a fim de encerrar o final de semana assistindo filmes e séries.
E assim o fizemos.
Ah, só esqueci de contar que tive a decepção de saber que a vizinha golpista da minha mãe não sumiu da vizinhança para sempre. Por mais de quinze dias ninguém viu nenhuma movimentação na casa, pensamos que ela havia se mudado ou tomado um pé do namorado milionário, mas por fim, acho que estava apenas viajando, e voltei a ter que olhar para a cara dela quase todos os dias quando saio no quintal ou quando estaciono o carro na garagem. Affff. Mas fazer o que, né. ¬¬
Quem sabe um dia ela some daqui. Assim espero.
Bom, acho que foi isso que aconteceu de relevante no decorrer da semana passada. Novamente elevo minhas esperanças de que esta seja melhor, de que os dias sejam melhores, e de que a vida caminhe em paz e harmonia. Amém!
Tchau.

2 comentários:
Boa tarde, Clara!
Uau! Vc teve uma semana e tanto, hein? Tantos acontecimentos… Tantas histórias!
Fiquei chateada por sua maravilhosa cachorrinha ter ficado doente, e por você ter sofrido uma perda na família. De verdade, desejo ler em breve notícias otimistas sobre sua peludinha, e espero que esteja melhor e superando bem essa perda recente da avozinha de seu noivo. Me lembro ainda da postagem que você escreveu falando pela primeira vez dela, e que sua sogra havia marcado presença de um jeito bem escandaloso e polêmico.
Por falar na dita-cuja, que comportamento mais mesquinho esse no velório, hein? Falando assim, essa descrição dissimulada até convém à minha sogra, é igualzinha.
E como pode se aproveitar do próprio filho quando disse que pagaria a conta? Querer comer nos lugares mais caros só porque seria o dinheiro de outra pessoa e não o dela??
Francamente, Clara, entendo perfeitamente porque vc levou calmante pra viagem. Eu acho que precisaria de uma dose cavalar se fosse comigo. É serio, te admiro pela coragem em conviver com esse tipo de pessoa…¬¬
No mais, apesas de não ter começado muito boa, sua semana terminou em festa! Que legal que vc comemora o aniversario da tua doguinha! Minha família e eu tbm fazíamos para nossos cachorros, até no natal eles ganhavam lembrancinhas com direito a eles mesmo abrirem os pacotinhos aos rasgos e mordidas, haha! Fofo!
Linda, por mais que haja dificuldades, problemas e coisas do tipo, nunca perca suas esperanças. Lembre-se que tempestades nunca duram para sempre. E após cada uma há um lindo arco-iris no final… Tão clichê, eu sei, mas é meu jeito de te animar e mostrar a certeza em seu coração que os caminhos são tortos mas a chegada é sempre certa. Porque há coisas bonitas esperando lá na frente, se vc acreditar. E acredite! Porque o que importa mesmo, não são as pedras que se são encontradas pelo caminho, mas sim, as flores, que se carregam dentro do coração. Citações de Monalisa Macêdo, haha!
Bj minha amiga maravilhosa :)
Que dor no coração imaginar aquela peludinha frágil (me lembro muito bem da foto dela que você publicou) e toda carinha de sapeca, mal desse jeito. Os animais são anjos, não merecem sofrimento de nenhuma forma. Ainda bem que ela caiu numa família perfeita que cuida com toda a dedicação. Logo ela estará 100% denovo, é só acreditar!
Quanto ao resto, são coisas que eu sei que vc tira de letra. Apesar de ser uma cruz pesadíssima, vc pode e esta carregando com força e coragem. Que vc direcione essa força para o caminho da felicidade, na sua vida e da sua família. Que todo o resto e menos importante, fique pra trás.
Beijos e que sua semana seja melhore :)
Postar um comentário