quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pain!

Querido blog,

Tenho tanto para fazer hoje que não vai caber no dia, eu jamais deveria estar perdendo tempo para escrever no blog, mas, como muitas vezes, se eu não puder desabafar aqui, vou explodir!
Bom, eu sou adepta da teoria de que existem muitas doenças psicossomáticas, ou seja, que tem seu princípio na mente e acabam afetando o corpo. Por exemplo, quem passa muito nervoso pode acabar adquirindo umas "gastrite nervosa", entre outras coisas...

Eu tenho certeza que a crise que tive hoje pela manhã, se deu ao quase 1 mês de nervoso que estou passando com meu irmão por aqui. A prova disso é que sempre que fico nervosa por qualquer coisa, pode ser uma bobagem simples, mas imediatamente meu intestino começa a torcer. No caso da minha mãe, qualquer coisinha dispara a asma dela. No caso da minha tia, é a pressão que sobe. No caso do meu noivo, estouram várias aftas na boca. Cada um com seu ponto fraco reage diferentemente em situações de estresse emocional. E durante todo o mês, eu fui passando nervoso, nervosinho, nervosão, até que inevitavelmente eu iria sentir alguma coisa em algum momento.

Pois bem, faltam mais dois dias para aguentar meu irmão (contando com hoje), dois longos dias...Eu estou em um estado de nervo e de ansiedade tão grande, que hoje pela manhã senti a maior dor da minha vida. 
Eram 6h, eu estava arrumando a cama enquanto meu noivo tomava banho. Eu já havia ligado a cafeteira, já havia ensacado as roupas sujas, seguindo a rotina diária de sempre com tranquilidade...Até que, de repente, fui surpreendida por uma dor, uma torção no intestino. Não tive tempo de pensar, e já sentei no chão. A dor, a qual estou acostumada, parecia um milhão de vezes pior. Minha vista escureceu, perdi o equilíbrio, comecei a suar frio. Minhas costas ficaram encharcadas. Meu noivo havia acabado de desligar o chuveiro, comecei a gritar para ele. Ele saiu apavorado, pingando água por todo o meu piso limpinho, e eu não me importei nem um pouco, só queria que a dor sumisse.

Eu pensei que ia morrer (sem exagero), preferia morrer do que continuar com aquela dor. Meu noivo pediu para eu deitar na cama, pois seria difícil me levantar do chão caso eu desmaiasse, o que realmente pensei que fosse acontecer. Consegui deitar na cama, ainda em agonia. 
Aos poucos fui melhorando, mas 5 minutos me pareceram uma eternidade diante da dor que sentia. Eu sei que tenho a síndrome do intestino irritável, com crises desencadeadas principalmente por estresse, mas de uma coisa tenho certeza, nunca senti uma dor como esta. E não quero sentir de novo. Você praticamente vê a morte, se algum espírito aparecesse e falasse "Caminhe em direção à luz." eu tenho certeza que caminharia, pois foi uma experiência horrorosa.

Depois que a dor acalmou o suficiente para que eu conseguisse andar sozinha, meu noivo me deixou na casa da minha mãe e foi trabalhar.
Minha mãe tem alguns remédios que ajudam nessas crises, tomei e deitei um pouco. Uma hora mais tarde, eu já estava me sentindo melhor.
Obviamente ainda estou um caco, mas ao menos consegui me mexer normalmente de novo.

Claro que os motivos que me levaram a essa crise foram claros na minha mente: meu pai, meu irmão, minha mãe sendo uma idiota em relação ao meu irmão, etc.
Ontem à noite senti a primeira pontada, quando ouvi meu irmão dizer para minha mãe que estava pensando em matar a primeira semana de aula para economizar mais um dinheiro ficando na casa dela, coisa que ela aprovou imediatamente e até incentivou. burra demais. Foi aí que veio a primeira dorzinha. Graças a Deus, a minha cunhada pediu que ele fosse passar a semana na casa dela caso decidisse mesmo matar aula, e ele topou, para a minha felicidade (e minha saúde).

Hoje estou de total regime, não posso e nem quero comer nada, embora meu estômago esteja gritando de fome, meu intestino está muito sensível e não tenho coragem de colocar nada na boca. Quem sabe um chá com bolachas mais tarde, mas nem sei se vou conseguir comer isso.
Enfim, agora a pouco senti mais uma pontada na hora em que vi a lista de compras imensa que minha mãe e meu irmão fizeram em conjunto para eu comprar no supermercado hoje. A lista era 3x maior do que a lista normal que minha mãe geralmente faz nos dias em que o insuportável não está na área. A cara de pau dele em pedir as coisas mais caras é impressionante, e ela bobona escreve tudo o que ele manda. Afff, ridículos demais os dois. Mas sei que está acabando, tenho que pensar nisso, mais 30 e poucas horas e estarei livre! Se Deus quiser! Pois não aguento mais! A minha saúde psicológica esteve em frangalhos em todo o tempo que meu irmão ficou aqui, agora que também começou a afetar a saúde física, não sei onde iria parar.

Começo a me sentir mal novamente enquanto escrevo este post, as pontadas voltam a dar as caras, assim como a vontade de chorar. Estou no limite em tudo. Não aguento mais ouvir a voz dele e da idiota da minha mãr. Neste exato momento estou ouvindo o imbecil falar para minha mãe que vai comprar uma mochila nova e que é para ela pagar, ao que ela está concordando prontamente. E também que ele quer cortar o cabelo, e que também é para ela pagar, ao que ela está achando lindo.

Ahh Deus, não sei aonde vou parar, preciso muito que chegue o final de semana, e com ele a liberdade semi-definitiva deste problema. Pelo menos até o final do ano, pois tenho certeza que o espertão dará um jeito de passar mais umas férias sugando minha mãe. Mas esse é um problema para daqui uns meses, no momento só preciso de sossego e pausa das explorações dele e do cinismo arrogante.

Bom, só para registrar, passei mais um nervoso com meu pai, dos grandes, mas esse assunto fica para uma próxima postagem, já perdi muito tempo por aqui.

Ah sim, e uma notícia boa, meu noivo está super empolgado com o novo trabalho, está gostando bastante, e descobrimos que ele não precisará mais ir para a Venezuela, ficará trabalhando por dez semanas em uma empresa que fica uma hora e meia de distância daqui, ou seja, bem mais fácil para ir e voltar para casa. \o/

Então vou indo. Qualquer coisa eu volto. Só espero melhorar disso tudo logo.
beijos

Obs: não reli este post, então se tiver erros ou repetições, não posso fazer nada. Dane-se. Cansei. Irritei. Surtei.

2 comentários:

Mariana D. S. Borelli disse...

Clarinha, mas o que foi isso meu anjo? Realmente passou essa dor no intestino que vc sentiu? Vc disse que tomou medicação na casa da sua mae mas, vc já procurou um médico para obter respostas do por que seu corpo reage dessa maneira inusitada ao estresse?
Sabe amiga, eu ficaria bem mais tranquila se fizesse isso.
Não que eu esteja sugerindo nada, mas seria interessante procurar saber. E mais: acho que sei que dor é essa.

Nunca admiti, mas tbm meu estresse é descarregado no meu corpo na forma de febre. Toda hora acontece por aqui. Mas voltando ao assunto da dor no intestino, acho que sei que dor é essa. Eu sinto isso, de vez enquanto. É uma coisa forte que da mesma forma que vem de repente, some. Tem vez que vem e não passa. Sinto como se precisasse ir ao banheiro e continua a doer.
Mas acho que me caso difere do seu. Reparei que comigo isso começou depois que menstruei pela primeira vez aos 17 anos. Já li na internet que essa dor no meu caso pode ser associada a menstruação tardia que implica algum problema no aparelho reprodutor. Eu ainda não tive coragem de fazer exames, mas pretendo.

Se algum dia vc for saber das caudas da sua ou, caso já saiba, me conte amiga.
E melhoras, caso ainda esteja a se sentir mal.
bjão! E força, falta pouco por seu irmão lhe dar uma trégua. :)

Dayane Pereira disse...

Caramba!
Eu consigo imaginar a sua dor pois já senti algo parecido e ainda assim não foi com essa intensidade!
Poxa, sua mãe poderia bem perceber o quanto ela é responsável pelo que vc esta passando... tudo o que ela faz com seu irmão, ela poderia te escutar mais, deixar de ser tão boba. E cada vez que vc conta uma nova dele eu me surpreendo, tanto com ele quanto com sua mãe :/
Bom, já está acabando, logo vc terá mais um período de paz novamente!
E tenta se cuidar, ir ao médico, segue o exemplo do seu noivo e faz um check-up completo.