terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O caso do liquidificador novo

Querido blog,

De vez em quando me bate uma agonia, um medo de que as coisas do meu futuro não saiam como planejei. Sei que preciso ter fé em Deus e na vida, e eu procuro ter, mas queria ter a certeza de que tudo vai dar certo. No momento as coisas estão bem e tranquilas, mas eu tenho aquela velha e ridícula mania de ficar me preocupando com o futuro sem curtir o presente.

Ontem foi um exemplo disso, algo bobo que aconteceu me fez refletir sobre esse caso.
Meu namorado gosta de tomar shake no lugar do jantar em alguns dias da semana, aquelas fajutices que prometem te fazer emagrecer. Ele não percebe que não adianta tomar shake em um dia e comer x-bacon no dia seguinte.
Mas tudo bem, voltando ao caso...Ele foi me buscar na casa da minha mãe depois do trabalho, e eu falei que iria bater o shake para ele no liquidificador dela como sempre costumo fazer, antes de irmos embora.

Ao abrir a geladeira da minha mãe, vi que o leite de soja havia acabado, e nós não tomamos leite de vaca.
Então, meu namorado sugeriu que eu batesse o shake quando chegássemos na nossa casa, pois lá tinha leite de soja. 
Eu hesitei por um momento, e imediatamente ele e minha mãe ficaram curiosos em saber o motivo da minha hesitação. Expliquei que o nosso liquidificador ainda estava na caixa, sem nunca ter sido usado. Assim como outros eletrodomésticos, jogos de panela e várias coisas que minha tia comprou para mim quando nos mudamos para o apartamento.

Minha mãe e meu namorado quiseram saber o por que de eu não querer abrir o liquidificador, afinal, já faz mais de 6 meses que estamos morando lá. Eu, na maior sinceridade, expliquei que não abri o liquidificador, assim como não abri a batedeira, as panelas de teflon, a colcha nova, e outras coisas mais, pois eu gostaria de guardar para quando comprarmos uma casa oficialmente nossa.
Os dois riram da minha cara, e disseram não acreditar em como eu conseguia ser tão "apegada".
Meu namorado falou que eu podia abrir o liquidificador e todo o resto, e que quando nos mudarmos para nossa casa definitiva, ele comprará tudo novo para mim se eu achar que está estragado (obviamente não estará).

Bom, viemos embora para casa, e eu não tive outra escolha a não ser abrir o bendito liquidificador para bater o tal do shake. O melhor de tudo é que me senti bem fazendo isso. Hoje de manhã já coloquei a caixa na reciclagem e o liquidificador no armário para começar a fazer parte dos meus utensílios de cozinha. 

E depois fiquei pensando, não sei porque sou assim. Tão apegada, tão grudada no futuro, sempre vivendo para o amanhã e me esquecendo do hoje, sempre sofrendo por coisas ruins que não aconteceram e provavelmente nem acontecerão. Eu sou muito esquisita, acho que cheguei a essa conclusão a meu respeito.
Preciso urgente me situar e colocar meus pézinhos no chão. Caso contrário não conseguirei ser realmente feliz hoje, nem amanhã.

Ai, ai...Deus que me ajude.

2 comentários:

Dayane Pereira disse...

Ótimo quando vc tira lições dos pequenos acontecimentos. E isso te ajuda a mudar, a ver que se mudar pode viver um pouco melhor. Eu sou o contrário, não guardo nada novo, já abro e vou usando, penso que se deixar pra depois posso perder a chance. E tb pq sou igual teu namorado sobre pensar que se estragar daí é só comprar outro.
Se fosse vc faria isso com as outras coisas também, pois mesmo que não estejam na sua casa mesmo, ainda assim estão vivendo a vida de casal de vocês, e os meses passados neste apê farão parte da sua história.

Mariana D. S. Borelli disse...

Tbm sou assim de sofrer com coisas que ainda não aconteceram. e pior: já fico arquitetando meios de destruir o que ainda não apareceu.

tbm são sei dizer porque me apego muito ao futuro, no sentido de me agarrar a ele com uma fé inabalável, mas penso que meu problema é mais o passado que me serve pra atrapalhar, que o futuro. :)