segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Recalculando a rota!

Querido blog,

Pouco mais de 9h da manhã, e eu estou acordada desde as 5h, já passei tanta coisa hoje que estou até zonza. Gosto de tirar uma lição de fatos que me acontecem, sempre que possível, e hoje foi um exemplo disso. Aqui em casa tenho fama de "desesperada", eu fico doida (nas palavras do meu namorado) quando qualquer coisa acontece diferentemente do que planejei. Digamos que tenho uma imensa dificuldade em lidar com imprevistos e mudanças de percurso. Sou sistemática e levemente "neurótica".

Hoje acordei as 5h da manhã pois pela última vez no ano meu namorado precisará passar a semana trabalhando no Rio Grande do Sul. Apesar de detestar ter que levá-lo ao aeroporto (que fica a 50km daqui) pois a volta é complicada pra caramba, eu não estava de mau humor já que sabia que seria a última vez. Tudo prontinho para sairmos de casa às 6:30h da manhã quando comecei a procurar desesperadamente minha carteira que eu havia tirado da bolsa.

Procura aqui, procura ali, e naaaaaaaada da bendita. Me lembrava que a última vez que entrei em contato com ela foi no domingo a tarde na hora em que parei na farmácia. Comecei a desesperar! Estávamos em cima da hora para sair. Todos os meus cartões de crédito estavam na carteira, assim como carteirinha do convênio de saúde, carteirinha da faculdade, e pior, minha carteira de habilitação. Ou seja, como eu iria viajar sem minha CNH? Comecei a chorar enquanto procurava loucamente!

Meu namorado começou a me ajudar, e até minha mãe que ainda não tinha se levantado perdeu o sono e veio em nosso auxílio. Eu estava totalmente surtada! Os dois tentando me acalmar dizendo que se eu tivesse mesmo perdido era só ligar nos cartões e cancelar e tirar uma segunda via da habilitação. Tudo simples assim?????? Até parece, né! Eu continuei em pânico, correndo de um lado para outro, procurando debaixo de cobertas, debaixo da cama, no meio do cesto de roupa suja, e em todos os cantos do carro. E nada da bendita aparecer. Eu lá chorando!

Enfim, não tinha muito o que fazer, meu namorado precisava pegar um vôo e alguém tinha que levá-lo. Peguei meu RG para o caso de algum guarda de trânsito me parar na volta, enfiei na bolsa e fomos embora. Meu namorado foi dirigindo. Eu fui no banco do passageiro chorando de nervoso por ter sido tão descuidada. Não costumo perder nada nunca, sou super organizada e cuidadosa, como cometi um deslize desses??! Não conseguia entender. Estava tão nervosa que minha vista começou a escurecer em virtude da pressão baixa e meu estômago se revirava enjoado. Precisei ir me acalmando enquanto não chegávamos!

Chegamos no aeroporto. O caminho que eu costumo fazer para voltar para casa passa por dentro de Campinas, e com isso pego um trânsito de meia hora pelo menos, é muito chato, e hoje eu não estava com a mínima paciência. Foi então que resolvi ligar o GPS e procurar algum caminho alternativo que passasse apenas por estradas. E encontrei um caminho que dizia chegar em 45 minutos na porta da minha casa. Achei ótimo e resolvi tentar.

Conforme eu dirigia e seguia as orientações do GPS tranquilamente, fui conversando mentalmente comigo mesma. Que eu não podia ser assim, que eu tinha que aceitar os imprevistos, saber gerenciá-los melhor. Aquela velha frase me veio à cabeça: você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas. E lá fui eu, dirigindo pacientemente e pensando que precisaria de um saco enorme para tirar meus documentos de novo, mas fazer o que....Faria parte do meu aprendizado!

Até que quando eu estava a apenas 25 minutos de casa segundo o GPS, a voz da mulher fala:  Na rotatória, pegue a quarta saída sentido noroeste. QUÊÊÊ???? Quarta saída? Sentido noroeste? Só podia ser brincadeira. Como eu iria achar a quarta saída? E onde ficava o noroeste? E o óbvio aconteceu:  Errei a saída!

Ouvi a mulher do GPS dizer calmamente: Recalculando a rota. Chegada prevista em 40 minutos!
Quase tive um segundo ataque! Eu sei que sou exageradamente nervosa, mas é muito difícil controlar esses aspecto da minha personalidade.  
Bom, mas resumindo, fui obrigada a me acalmar, afinal não podia parar no acostamento e chorar até que alguma coisa mudasse. E fui me acalmando, me acalmando, até que 40 minutos depois cheguei em casa.

Abri a porta e fui recebida pela minha cachorrinha toda saltitante, nem notei a coitadinha. Fui no quarto choromingar para minha mãe que estava terminando de se arrumar para ir para o trabalho. Nós duas conversamos e ela me explicou que não tinha problema nenhum eu ter perdido a carteira, que isso acontece com todo mundo, que tinha jeito para tudo, e que eu precisava parar de me cobrar tanto e aceitar que nem tudo na vida é como a gente planeja e é preciso que nos adaptemos ás mudanças. Concordei com ela e vim arrumar meu quarto.

Abaixei no chão para pegar um tic-tac caído, quando a vi. Escondida discretamente debaixo da escrivaninha, lá estava ela: minha carteira!!!!!!!!!! Dei um grito alto de felicidade por tê-la encontrado!  Fui correndo contar para minha mãe e mandar uma mensagem para meu namorado! Tudo estava resolvido e eu sofri que nem uma doida varrida sem motivo. E mesmo que houvesse motivo, no caso de não ter encontrado a carteira, ainda assim não seria justificativa para meu surto psicótico.

Pois é, assim como fez o meu GPS, preciso aprender a refazer a rota quando alguma coisa não sai como o planejado. Não é porque mudei o caminho que não vou chegar onde quero/preciso. E fica essa lição para mim no meu comecinho de semana!
Beijos

Um comentário:

Dayane Pereira disse...

O mais importante é tirar uma lição de tudo né, e isso vc soube fazer. E não adianta.. é um treinamento intimo, tem que ser aos poucos, se controlando, meditando e logo menos vc já tira de letra estes momentos mais tensos ;)