Querido blog,
O dia de hoje, 15 de Dezembro, é uma data que de certa forma ainda me entristece. Este ano, neste dia, faz quatro anos que perdi minha avózinha adorada, minha segunda mãe, uma das pessoas que mais amei na vida (e ainda amo).
Parece que depois daquele fatídico dia 15 de Dezembro de 2006, minha vida nunca mais foi a mesma, meus Natais certamente não foram mais os mesmos. Sem a minha pequena italianinha, minha adorada avó...
Apesar de nunca termos morado na mesma casa, morávamos na mesma rua, apenas um quarteirão nos separava. As melhores lembranças que guardo da minha infância, foram passadas na casa dela. Ao lado dela!
Foi naquele dia, naquela sexta-feira triste, que eu questionei a existência de Deus, que eu me revoltei com Deus! Até aquele dia, eu não sabia o que era realmente uma dor, uma tristeza. Até hoje este fato, o adeus da minha avózinha, é um marco divisor de águas na minha vida. O que eu era antes da morte dela, e o que me tornei depois. Ela se foi e levou metade do meu coração...
Minha vida hoje é muito boa, não posso de maneira alguma reclamar, mas tantas coisas que acontecem eu gostaria de compartilhar com ela. Contar para ela, ouvir seu conselho de vó!
Tenho saudades de tudo, do jeitinho dela, da comida dela, do colo dela, do olhar dela, tudo...É tão doloroso! Embora eu tenha perdido todos os meus avós, nenhuma partida foi tão doída como a dela! Como sinto sua falta, como dói, mesmo quatro anos depois!
Neste exato momento, sentada em minha cama, digitando este texto, olho para uma prateleira do meu quarto, e vejo retratos daquele anjo, a senhora sentada na praça com uma menininha de sete anos no colo vestida de bahiana para o carnaval (eu), e no outro essa mesma pessoa abençoada, sorrindo ao lado do marido (meu avô) na última foto que tirou em vida, uma semana antes de adoecer.
Parece mentira às vezes, parece impossível que eu nunca mais na vida vou ver minha avózinha, abraçá-la... Subir as escadas de sua casa sentindo o cheiro da ceia de Natal....Ver os fogos de ano-novo da sacada ao lado dela...Tudo isso se foi, tudo será apenas lembraça...para todo o sempre...
As lágrimas hoje já não caem tão frequentemente, mas meu coração ainda chora, meu peito ainda dói quando penso nela, no adeus.
Mas, com a morte ninguém pode, não tem jeito. Não há o que se fazer, a não ser rezar, torcer, ter fé, para que um dia possamos nos encontrar do outro lado. Se Deus realmente existe, se não é um fruto da imaginação desesperada do homem que precisa a todo custo saber que existe algo mais após a morte do corpo físico (prefiro acreditar Nele), então um dia isso não me será negado.
Minha amada avózinha, obrigada por ter existido na minha vida! Que Deus esteja sempre contigo, onde quer que você esteja!
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"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressureição e a vida.
Aquele que crê em mim ainda que morto, viverá.
E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá....
João 11:25-26"
Aquele que crê em mim ainda que morto, viverá.
E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá....
João 11:25-26"
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4 comentários:
Oh amiga,a saudade alimenta a nossa alma as vezes, mesmo triste é bom sempre elevar o pensamento para que sua vovozinha fique em paz,e tenho certeza que lá de cima ela está te iluminando e te protegendo..
Fique com Deus!
Pense que ela está em um lugar melhor, e tente lembrar de tudo isso com muito carinho e não com tristeza. Beijo
perdi uma das minhas avós, mas não fui tão apegada a ela, mesmo assim a tristeza foi grande.
bom, pelo menos a sua deixou essas lembramças gostosas com voce.
Eu já perdi todas as minhas avós e avôs.. mas nao senti porque nao convivia com eles.. Mas sei a dor de perder alguém que se ama.
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